Minicursos e Palestras 

(Atividades expositivas divididas em dois módulos)

 

As inscrições para minicursos já estão abertas - vagas limitadas.

 

Index (clique sobre o link para mais detalhes):


MC: Cérebro, músculo e corpo no desenvolvimento de interfaces homem-máquina

O grande avanço tecnológico nos últimos anos projetou o estudo do sistema nervoso como uma área de interesse estratégico mundial e criou uma alta demanda por profissionais. Em um cenário de aumento da longevidade e consequente alargamento do topo da pirâmide demográfica, prospera a pesquisa interdisciplinar que combina técnicas de engenharia, computação, e neurociências para estudar o sistema nervoso e desenvolver soluções para as limitações e disfunções associadas a ele, como neuropróteses, biofeedback e interfaces homem-máquina (IHM). As IHMs associam a atividade elétrica ou metabólica do cérebro e dos músculos, bem como gestos corporais, a sinais de controle para dispositivos artificiais, seja um aparato robótico ou um software. Registros biológicos como eletroencefalogramas (EEG), eletromiogramas (EMG), variabilidade da frequência cardíaca (VFC), temperatura, movimentos dos olhos (Eye-Tracking), respiração, fluxo sanguíneo neural (fNIRS), bem como novas tecnologias de rastreamento corporal e imersão virtual, podem integrar a arquitetura, resultando em uma combinação de técnicas que possibilitam aplicações híbridas inéditas que buscam melhorar a precisão, reduzir erros e superar desvantagens de cada tipo de protocolo ou técnica convencional. Estudos com modelos animais e humanos mostram que o desenvolvimento de IHM possui grandes potenciais terapêuticos e tecnológicos para uma variedade de enfermidades neurológicas, que afetam dramaticamente a função motora, tais como a paralisia, a doença de Parkinson e o acidente vascular cerebral. Na IHM, para cada tarefa e para cada estímulo sensorial haveria um tipo específico de atividade eletrofisiológica ou postural. A análise dessa atividade, a partir de um modelo matemático, decodifica as informações de execução de uma atividade motora (por exemplo, levantar um braço) e as envia para algum dispositivo externo (um robô, uma cadeira de rodas, ou algum software de simulação virtual) que executa o comando previamente especificado. As percepções sensoriais ou cognitivas dos efeitos da intenção motora podem ser exploradas pelo indivíduo para auto-modular seu estado fisiológico, formando um laço de controle fechado conhecido como biofeedback. Neste mini-curso, discutiremos os fundamentos, desafios e estado da arte das IHMs, invasivas e não-invasivas, com foco na integração da engenharia e da clínica. Os tópicos incluem: transdução e processamento de sinais neurais, biocompatibilidade (resposta tecidual ao implante crônico de eletrodos), desenvolvimento de equipamentos, e realidade virtual. Ao longo da sessão, o participante poderá conhecer e praticar com hardware e software em tarefas de IHM, eletroencefalografia (EEG), eletromiografia (EMG) e biofeedback, e discutir os desafios dessa demanda crescente por profissionais da engenharia biomédica e avanços científicos.

Palestrantes:

Fabrício Brasil

Pesquisador e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Neuroengenharia do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), do Instituto Santos Dumont (ISD). Graduado em Eng. Elétrica pela Universidade Federal de Mato Grosso (2003). Mestre em Eng. Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). Doutor em Neurociências pelo Max Planck Research School - University of Tübingen, Alemanha (2013). Tem experiência na área de Engenharia Biomédica, Interface entre Cérebro Máquina/Computador (BMI/BCI), Reabilitação de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) e com lesão medular, Projetos de Equipamentos, Plasticidade e Estimulação Cerebral através de Estimulação Magnética Transcraniana (TMS) e Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS).


Renan Moioli

Pesquisador no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), do Instituto Santos Dumont. É docente do Curso de Mestrado em Neuroengenharia do IIN-ELS. Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (2006), mestrado pela mesma universidade (2008) com ênfase em inteligência artificial e robótica, e doutorado em Ciências Cognitivas pelo Centre for Computational Neuroscience and Robotics na Universidade de Sussex, Reino Unido. Tem experiência na área de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, com ênfase em neurociência computacional, processamento de sinais, teoria da informação, e robótica autônoma.


P: Desenvolvimento de Aplicações de Realidade Aumentada na Área de Saúde por Não Programadores

Aplicações de Realidade Aumentada vêm se popularizando nos últimos anos em várias áreas do conhecimento, principalmente devido a sua execução em dispositivos móveis. No entanto, muitos usuários ainda são meros consumidores de aplicações prontas desenvolvidas por programadores, mesmo tendo demandas específicas não atendidas. Este minicurso mostrará que é possível o desenvolvimento de aplicações de Realidade Aumentada específicas por não programadores e apresentará ferramentas e recursos gratuitos que permitirão esse tipo de desenvolvimento. Serão apresentadas também aplicações na área da Saúde, que poderão ser adaptadas pelos usuários, com algumas alterações de conteúdo. Daremos ênfase também no desenvolvimento de aplicações educacionais na área da Saúde, voltadas para professores e estudantes sem conhecimento de programação.

Palestrante:

Claudio Kirner

Formado em Engenharia Elétrica pela USP-São Carlos; Mestre em Engenharia Eletrônica pelo ITA; Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação pela COPPE/UFRJ; Pós-doutor em Realidade Virtual pela Universidade do Colorado, em Colorado Springs; Tem experiência de 40 anos em docência e pesquisa em computação; Tem experiência de 24 anos em pesquisa nas áreas de realidade virtual e aumentada; Publicou cerca de 300 artigos científicos e 50 livros e capítulos; Orientou 36 alunos de mestrado e doutorado; Atualmente, é professor no Instituto de Matemática e Computação da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI.


P: Abordagem Interdisciplinar da Dor - Contribuições da Psicologia

O manejo dos aspectos emocionais e comportamentais do paciente com dor crônica exige grande esforço técnico e pessoal do profissional de saúde. A percepção dolorosa, as reações à dor e a neuromodulação central dos estímulos nociceptivos podem ser influenciados por fatores psicológicos, psicossociais e de comportamento. Quando não abordados adequadamente, podem diminuir a aderência ao tratamento, agravar o quadro doloroso, prolongar o sofrimento e prejudicar ainda mais a qualidade de vida.  A personalidade do paciente, o grau de dependência e adaptação à dor, ganhos secundários afetivos e estímulos ambientais estressantes também podem influenciar o tratamento. O sofrimento pela dor prolongada abala a auto-estima, promove sentimentos de angústia, desamparo e forte necessidade de ser cuidado. Sob tais condições, o paciente pode expressar reações ansiosas, depressivas ou agressivas, que põem à prova a capacidade do clínico de manejar sua própria estrutura cognitiva e emocional. O curso é direcionado a profissionais de saúde interessados em ampliar conhecimentos na área de dor e abordará aspectos conceituais e epidemiológicos sobre a dor no Brasil; os impactos da dor crônica sobre a saúde geral e qualidade de vida; técnicas de mensuração da dor; aspectos psicodinâmicos e psicopatológicos do portador de dor crônica; relação profissional & paciente com dor; abordagem terapêutica do paciente com dor.

Palestrante:

Maria da Graça Rodrigues Bérzin

Graduada como Bacharel e Licenciatura em Psicologia; Especialista em Psicoterapia pela Associação Brasileira de Psicoterapia – SP; Mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUS/RS); Doutora pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); Pesquisadora nas áreas de Dor, Estresse profissional e Formação em Saúde; Psicoterapeuta individual e familiar e Assistência psicológica à portadores de dor crônica; Membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED); Autora de artigos científicos, capítulo de livro e revisora dos periódicos Brazilian Journal of Oral Sciences e Medical Education.

 


P: Ergonomia Hospitalar

A ergonomia hospitalar tem o objetivo de aplicar melhorias no nível de concepção dos projetos, da implantação da instalação, da organização da estrutura pessoal e espaço-físico, seleção de tecnologias adequadas aplicadas no meio hospitalar com relação aos trabalhadores e pacientes, bem como os aspectos relacionados à Saúde e Segurança dos profissionais de saúde.

Palestrante:

Frieda Saicla Barros

É graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (1988), Tecnóloga em Construção Civil pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (1988), Especialista em Gerência e Tecnologia da Qualidade pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (1995), Mestre em Engenharia Elétrica e Informática Industrial pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2001), Doutora na área de Materiais pela Universidade Federal do Paraná (2009). Atualmente é Professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Membro de corpo editorial da Revista SODEBRAS, Membro de corpo editorial da Revista Meio Ambiente e Sustentabilidade. Tem ampla experiência na área de Engenharia Civil e no desenvolvimento de projetos para a área de saúde. Como pesquisadora atua principalmente nos seguintes temas: Barreiras e proteção radiológica, chumbo, resíduos de materiais, raio-x, aspersão térmica e compósito e projetos hospitalares.


P: O Papel do Engenheiro Clínico na Gestão de Tecnologias em Saúde

A Engenharia Clínica tem se tornado cada vez mais importante para a melhoria de diversos aspectos envolvendo Estabelecimentos Assistenciais em Saúde e na definição de políticas públicas em nosso país. Neste minicurso, abordaremos as funções dos profissionais desta área na gestão de tecnologias em saúde. De forma geral, iremos discutir os seguintes tópicos:

  • Tecnologia em saúde;

  • Resoluções e normativas;

  • O papel do engenheiro clínico,

  • Ciclo da gestão de tecnologias em saúde;

  • Atividades de cada etapa da gestão de tecnologias em saúde;

  • Estudo de caso sobre a gestão de tecnologia em saúde. 

Palestrante:

Ricardo Alcoforado Maranhão Sá

Formado em Engenharia Elétrica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá (UNIFEI), pós graduado em Engenharia Clínica pela Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, pós graduado em Administração Hospitalar pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - USP, pós graduado em Agentes de Inovação Tecnológica pela Faculdade Cambury e mestre em Saúde Pública com ênfase em Gestão de Tecnologias em Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. Atualmente é professor da disciplina “Introdução à Engenharia Clínica” pela Escola de Engenharia na Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUCGO. É coordenador do curso de especialização em engenharia clínica pela RTG Especializações na cidade de Goiânia. Exerce a função de gerente da Gerência de Engenharia Clínica (GEC) da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO). É sócio proprietário da empresa de consultoria Orbis Engenharia Clínica. Foi consultor dos projetos REFORSUS, VIGISUS I e VIGISUS II no Ministério da Saúde na área de engenharia clínica. Foi engenheiro de produto na área de radioterapia da empresa SIEMENS. Foi diretor regional da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Edifício Hospitalar – ABDEH. Foi responsável pela aquisição dos equipamentos hospitalares para a implantação dos hospitais HUTRIN, HUANA, HUAPA, HURSO e HUGOL. É um dos autores do livro Segurança do Paciente, publicação da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ), como parte do Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente.